Em que onda você surfa?

     Por Vitor Ribeiro

Vitor Ribeiro

Educador, Cirurgião-Dentista, Consultor em Gestão e Jornalista. Quatro atividades que se somam para um único propósito: contribuir para o desenvolvimento de pessoas e comunidades.

Caramba! O ano acabou muito rápido e cá estou escrevendo um artigo de final de ano para o Odontosites, este cyberspace da Odontologia da Quinta Onda!
Mas, o que é “Quinta Onda” ?   Para quem nunca ouviu falar dela, eu explico. Em 1980, o escritor futurista Alvin Toffer lançou um livro intitulado A Terceira Onda, onde dividiu a história econômica da humanidade em três ondas ou fases, cada uma delas baseada em um tipo de capital:
1ª. – Onda Agrícola, onde o capital era a terra. Durou dos primórdios da humanidade até o final do século 19.
2ª. – Onda Industrial, centrada no capital financeiro. Iniciou-se no final do século 19 e foi até os anos 60. É uma economia baseada em máquinas e processos.
3ª. – Onda da Informação, iniciou-se nos anos 70 com a informatização e está baseada no fluxo e processamento de informações. Seus ícones
eram os computadores e aplicativos cada vez mais poderosos e mais acessíveis que mudaram a economia mundial. O capital era a informação, uma verdadeira fonte de poder.
4ª. – Onda da Inteligência, onde o capital está na capacidade das pessoas de adquirir e incorporar os conhecimentos gerados pela 3ª. Onda. Em 1994, o psicólogo Howard Gardner, lança o revolucionário livro, Estruturas da Mente, onde propõem que não temos apenas uma, mas nove tipos de inteligências.
E finalmente a 5ª.,  a Onda das Redes Virtuais,  em que presentemente estamos. Facebook, Orkut, Twiter, blogs e portais interativos, são as ferramentas e ícones dessa era. É a onda dos relacionamentos, pessoais ou comerciais, via internet e já incorporando as tecnologias dos celulares, dos tablets e da televisão. O capital aqui é a conectividade entre as pessoas.
O Odontosites está inserido dentro do movimento da Quinta Onda. Enquanto grande parte da Odontologia brasileira engatinha ou se arrasta, tentando passar da segunda para a terceira onda, este espaço virtual, surfa na Quinta Onda, fazendo manobras radicais.
Tenho certeza que o Odontosites, coordenado pelo Marcos Rocha, contribui muito mais para a Odontologia e seus valentes profissionais, do que muitos sites de Conselhos, de associações de classe e de Universidades. O Marcos faz parte de um grupo de pessoas que tiraram as vendas dos olhos e conseguem com isso vislumbrar novas possibilidades e horizontes para a Odontologia.
Vai aqui uma provocação: em que onda estamos surfando?

Se você não existisse, que falta faria?

Por Claudinet Coltri Junior

coltri

Palestrante, consultor organizacional nas áreas de marketing, estratégia e pessoas; Coordenador dos cursos de Gestão de Consultório e Formação em ASB (ABO/MT); coordenador de área dos Cursos de Gestão do UNIVAG

Vivemos sempre preocupados com nossos problemas profissionais, mas, via de regra, inundados em nossas tarefas cotidianas, esquecemo-nos das leis naturais que regem as relações de trabalho e de consumo.

Muitas vezes nos perguntamos por que os nossos clientes não dão o devido valor ao nosso trabalho. A resposta pode estar no comportamento de compra do consumidor. As pessoas compram mais por motivação do que por necessidade. Para isso, muitas vezes se enganam, transformam desejos, por vezes sem sentido, em necessidades sem fundamento. A pessoa deseja uma TV de LED nova. Aí cria uma situação em sua mente para se enganar e pensar que necessita dela, quando, na verdade, a ausência do equipamento não mudaria nada em sua vida.

Já, com a odontologia, são poucos os procedimentos em que alguém desejaria sem ter a necessidade. No fundo, ocorre o inverso. Muitos dos problemas bucais, na cabeça do paciente, não atrapalham a sua vida. Existem muitas necessidades que não causam desejos. Assim, os pacientes não se encorajam a visitar o seu Cirurgião Dentista. Para prevenção, então, são poucos os casos, dentro do mercado potencial que temos.

Em sendo assim, só nos resta a alternativa de valorizarmos o nosso trabalho. O profissional de odontologia não pode perder a oportunidade de, em estando na presença do paciente, lançar mão de uma série de recursos hoje disponíveis que podem auxiliá-lo no processo de sensibilização do paciente. É preciso usar cinco minutos da consulta, que seja, para ensinar algo sobre odontologia para o paciente. É preciso ter imagens no computador que mostrem resultados favoráveis, que mostrem insucessos por conta da não disciplina dos pacientes etc. (com o cuidado de não prometer o resultado mostrado na imagem). Câmaras intra-orais são ótimos instrumentos de educação à saúde. Mostrar uma cárie, uma cavidade aberta para ser restaurada ou para uma endodontia, um dente movimentado por conta da ausência de outro elemento, são fatores de extrema importância para que o paciente veja o resultado da sua negligência.

Além disso, o seu comportamento para com o paciente é de extrema importância. Precisamos buscar, em nossos relacionamentos, sermos assertivos, ou seja, precisamos falar o que tem que ser dito, sem sermos mal-educados. Precisamos ser uma pessoa agradável, de modo que faça com que os outros gostem de estar junto, além de ser lembrado com carinho. Aliás, em tupi-guarani, encantar significa lembrar sem estar presente.

Para sermos agradáveis, para que as pessoas tenham vontade de estar em nossa presença, precisamos respeitar o ciclo de relacionamento. Ele funciona mais ou menos assim: em primeiro lugar, precisamos ser admirados pela nossa competência tanto técnica quanto comportamental; quando isso acontece, aparece o respeito; o respeito gera confiança; a confiança gera paixão (no sentido do encantamento); a paixão, o encantamento, gera o estreitamento da relação, ou seja, uma relação mais íntima.

Respeitando o ciclo, seremos, então, uma pessoa com a qual os outros sentirão prazer em estar junto. Em sendo assim, competente técnica e emocionalmente, faremos falta às outras pessoas, aos nossos clientes, que sempre estarão dispostos a estarem juntos a nós.

No fundo, o nosso sucesso está ligado à diferença que fazemos na vida das outras pessoas. Existem os que fazem diferença positivamente, os que não fazem diferença e os que fazem a diferença negativamente. Portanto, a sustentabilidade da sua vida profissional é diretamente proporcional a repostas que as pessoas dão a uma simples pergunta: se você não existisse, que falta faria? Pense nisso!